Atualização de firmware em drives: riscos de utilizar peças não originais

Atualização de firmware em drives: por que peças não originais podem travar o processo

Atualizar um firmware de um drive pode ser uma atividade simples. Muitos profissionais acham que isso se resume à conexão do dispositivo ao computador, ao acesso do software de configuração e por fim à instalação de uma versão mais recente.

No entanto, na prática, é necessário considerar diversas condições que vão desde a compatibilidade entre hard e software e a comunicação com todos os outros dispositivos da máquina.

E é neste cenário que itens que podem parecer irrelevantes, fazem total diferença em como seu sistema vai comportar. Componentes instalados que não tenham procedência podem interromper a atualização e dificultar o reconhecimento do drive.

Quer saber mais sobre este assunto? Então fique por aqui e entenda a relação entre hardware, firmware e comunicação.

O que é o Firmware? não é apenas um “software do drive”

É extremamente comum achar que o firmware, neste contexto, é simplesmente um “software do drive”. Mas, a verdade é que ele é o software embarcado que carrega a responsabilidade de controlar funções internas do equipamento.

“E como isso impacta o sistema?”

Bem, em um inversor de frequência, o firmware participa do gerenciamento de parâmetros, controle do motor, proteções, comunicação e processamento dos comandos recebidos.

Então, quando o inversor é utilizado com outros componentes do sistema, como CLPs, IHM, SCADA e outros dispositivos de automação, é mandatório que o drive siga protocolos e padrões de comunicação.

Em outras palavras, o equipamento precisa ser identificado de forma correta e a nova versão do firmware precisa ser compatível com o hardware e os recursos disponíveis.

Qual o impacto de uma peça não original?

Não podemos dizer que toda peça não original causará problemas ao seu sistema. Contudo, há algo relacionado a peças originais que pode, sim, comprometer o bom funcionamento. Estamos falando das características e propriedades.

Suponha uma placa eletrônica responsável pela comunicação da rede industrial. Ela apresentou falha e teve que ser substituída.

Na aquisição dessa nova placa, não consideraram se ela foi homologada, e isso possibilita que existam diferenças em componentes eletrônicos, memória, interface de comunicação ou até na forma como os dados são processados.

Isso ocorre porque, durante uma atualização, o software pode verificar informações como:

  • modelo e versão do hardware;
  • identificação da placa;
  • versão atual do firmware;
  • capacidade de memória;
  • interface de comunicação;
  • compatibilidade entre hardware e firmware;
  • parâmetros e recursos disponíveis.

E, se por algum motivo essas informações não correspondem ao que já está configurado, seu sistema lida com uma falha por falta de compatibilidade. 

Comunicação é um dos pontos mais sensíveis

Um dos requisitos durante uma atualização, é a estabilidade na comunicação e reconhecimento entre o computador, o software de configuração, interface e o drive.

Uma placa de comunicação não original pode implicar diferenças de firmware interno, endereçamento, drivers ou comportamento elétrico, já que seus componentes internos podem se diferenciar dos originais ou ainda não oferecem aquilo o que foi prometido.

O problema pode se tornar ainda mais crítico caso o drive esteja integrado a um CLP que realiza o controle de motores elétricos de bombas, ventiladores, esteiras e outros equipamentos da linha.

Resumidamente, utilizar peças sem procedência pode transformar uma atualização planejada em uma parada não programada.

Peças originais e rastreabilidade do componente

A utilização de componentes originais ou devidamente homologados ajuda a manter a configuração prevista pelo fabricante.

Isso é especialmente relevante em componentes como:

  • Placas eletrônicas;
  • Módulos de comunicação;
  • Teclados e painéis de operação;
  • Módulos de expansão;
  • Fontes;
  • Sensores;
  • Encoders;
  • Placas de controle.

E saiba que a procedência vai além da compatibilidade técnica. Quando você adquire um produto que oferece informações completas acerca do seu lote, modelo, característica técnica, propriedades, aplicação, entre outros, você ganha rastreabilidade.

Nota-se, então, que o ganho na confiabilidade operacional é apenas um dos atributos garantidos ao adquirir peças de procedência.É possível identificar o modelo, especificação e aplicação do componente, reduzindo a incerteza durante uma manutenção ou atualização.

Conclusão

Peças aparentemente equivalentes podem, sim, funcionar durante algum tempo sem apresentar problemas, mas isso não as tornam capazes de suportar as variações dos processos — ou não por muito tempo. 

Quando um problema aparece e é devido a essa peça, identificá-lo pode demorar mais do que o normal. Isso se intensifica ainda mais quando um problema pode prejudicar outros componentes, que é este caso.

No fim, tudo se resume à produção sofrendo uma parada não programada.

Por isso, é super importante que, antes de atualizar o firmware em drives, sejam considerados fatores como compatibilidade elétrica, eletrônica, funcional e de comunicação também fazem parte da especificação.

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