Cobots

Cobots e o futuro da automação industrial

Há décadas atrás, os filmes já esboçavam o cenário futuro através da interação entre humanos e robôs e, nós, inconscientes de que a tecnologia evoluiria tanto em pouco tempo, achávamos aquela ideia abstrata ou simplesmente algo distante.

Contudo, no decorrer dos anos, os investimentos em tecnologia se tornaram cada vez mais expressivos. A automação, neste contexto, foi um dos investimentos tecnológicos que mais resultou em expressivos resultados de eficiência e produtividade e, então, não demorou até que esta tecnologia possibilitasse aquele cenário que antes era improvável: humanos trabalhando com robôs.

Neste contexto, e mais atualmente (2008), surgiram os cobots. Diferente dos robôs convencionais, esses não só coexistem com os humanos, mas também prosperam juntos.

Esta tecnologia, que é relevante para o contexto da indústria moderna, tem sido destaque em novos modelos de produção, visto a sua segurança e preservando um ambiente de trabalho seguro e eficiente.

Portanto, se você não conhece os cobots e as suas responsabilidades na indústria, acompanhe esta leitura e entenda o papel dos cobots no futuro da automação.

O surgimento dos cobots

Diversas tecnologias atuais e famosas tiveram o seu estudo iniciado décadas atrás e, até mesmo no século passado.

Os cobots, nome dado aos robôs colaborativos, são exemplos para esta situação, já que surgiram em meados de 1990 e o seu primeiro protótipo surgiu em 1996, por professores da Northwestern University.

Contudo, este protótipo ainda dependia de orientação física humana para realizar movimentos.

Já a ideia principal sempre foi a mesma: robôs que pudessem trabalhar nos mesmos ambientes que humanos e que fossem seguros e eficientes, de forma que toda aquela barreira física que protege os trabalhadores de robôs convencionais fosse irrelevante.

No início de 2000, as empresas já adotavam a tecnologia dos cobots para desenvolver aplicações industriais internas, mas somente em 2008 a Universal Robots lançou o UR5, um dos primeiros cobots comerciais, o qual foi amplamente adotado nas indústrias.

Daí em diante, o mercado de cobots foi impulsionado, incentivando outras empresas a desenvolver os seus próprios modelos segundo as suas operações.

Por que utilizar cobots ao invés de robôs industriais convencionais

Este assunto não se trata do “porque” utilizar um ao invés de outro, mas sim de quando ambos devem ser utilizados.

Os robôs industriais convencionais, como aqueles que são utilizados para montagem de grandes peças em indústrias automotivas, jamais deixarão de ser utilizados.

Na automação industrial, tanto os robôs industriais quanto os cobots desempenham papéis fundamentais, mas as suas características e aplicações são diferentes.

Ambos foram desenvolvidos para automatizar processos e aumentar a produtividade, mas acontece que a interação entre eles e os humanos no ambiente industrial é distinta.

Olhe só:

Segurança

Os robôs industriais tradicionais são potentes e projetados para realizar tarefas repetitivas de alta velocidade e alta carga. Desta forma, a força exercida e o potencial de risco de acidentes são grandes. Por isso, robôs convencionais operam em áreas restritas e com barreiras físicas que impedem o acesso de trabalhadores.

Já os robôs colaborativos foram criados para trabalhar, especificamente, com humanos transitando por perto. Esses robôs possuem sensores que interrompem as atividades automaticamente caso alguém se aproxime demais ou exerça uma força sobre algum componente (como um toque ou esbarrão).

Portanto, é comum que cobots estejam inseridos em um ambiente mais flexível, junto de humanos.

Flexibilidade e facilidade de programação

Os robôs industriais exercem atividades específicas e repetitivas, como soldagem, pintura e movimentação de objetos pesados, podendo suportar até toneladas. Assim, uma vez programados esses robôs, os seus trabalhos são fixos e eficientes. Já a sua reprogramação pode ser complexa e exigir especialistas e engenheiros, devido a integração com outros sistemas.

Os cobots, por sua vez, são fáceis de programar e reprogramar, sendo até mesmo controlados por interfaces intuitivas. Alguns cobots possibilitam que o operador possa até mesmo “ensinar” movimentos ao robô guiando-o manualmente, sem necessidade de programação. Em suma, os cobots são utilizados para tarefas que mudam com frequência ou processo de produção personalizado, sendo viável para grandes, pequenas e médias empresas.

Capacidade e força

Robôs industriais são robustos, podendo erguer toneladas e, mesmo assim, garantir precisão no trabalho. Então, ambientes de produção em massa (automotiva e metalúrgica, por exemplo) que podem exigir velocidade e força, utilizam esses robôs.

Já os cobots exercem podem suportar cargas que, normalmente, estão abaixo de 100 kg, exceto quando utilizados para paleteira automatizada. Contudo, as suas tarefas são de precisão, como montagens de componentes eletrônicos, entre outros que ainda serão mencionados.

Custo e acessibilidade

Os robôs industriais são caros, já que a automação em larga escala, infraestrutura específica e proteções de segurança são necessários.

Os cobots, por sua vez, são geralmente mais acessíveis devido à facilidade na programação e à proteção desnecessária.

Versatilidade de aplicações

Até o momento, vimos que o design de um robô industrial convencional é robusto e a sua operação é isolada.

Por isso, entende-se que este permanece em uma linha de produção fixa e é utilizado para tarefas específicas e de alta repetição, como soldagem, pintura, montagem de grandes peças e manipulações de materiais pesados.

Já os cobots, devido à interação com humanos, são extremamente aplicados no setor de logística, saúde, alimentos, controle e qualidade, manipulação de elementos químicos, abastecimento de peças em CNC, paletização robotizada, embalagem, entre outros.

 

Cobots e o futuro da automação industrial

Primeiramente, com custos mais acessíveis e a capacidade de operar com humanos e em espaços menores e com segurança, o aumento da integração em pequenas e médias empresas (PMEs) é inevitável.

Já a evolução da automação e a chegada da inteligência artificial e do aprendizado de máquina já têm feito com que os cobots aprendam novas tarefas sem programação intensiva, tornando-os mais auto suficientes e eficazes em diferentes tarefas e ambientes.

Neste contexto, espera-se um avanço quanto à diversificação de aplicações desses robôs para situações mais complexas.

Hoje, já é possível utilizar os cobots até mesmo para assistência cirúrgica e colheita automatizada.

Portanto, visto o custo, segurança e flexibilidade, os cobots abrem a possibilidade de automação para empresas de pequeno e médio porte que antes não conseguiam investir em robôs industriais tradicionais.

Sendo esses robôs utilizados para realizar tarefas repetitivas, torna-se interessante alocar os humanos para tarefas mais complexas e que exigem estratégia, raciocínio lógico, entre outros.

Para o futuro, as possibilidades aumentam e espera-se que a mão de obra especializada não seja necessária, em geral, já que a interação e programação entre humanos e robôs colaborativos não exigem complexidade.

Por fim, segundo Massachusetts Institute of Technology (MIT), há potencial de aumentar em até 85% a eficiência da sua produção utilizando cobots.

 

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