Cibersegurança industrial: proteção indispensável na era da automação

Qual a importância da cibersegurança na indústria moderna?

A constante evolução industrial tem prometido e entregado produtividade, eficiência e controle de processos, o que é maravilhoso para as empresas que decidem investir em tecnologia.

No entanto, também era previsto que, com a crescente digitalização das operações industriais, seria amplificada a superfície de ataque de empresas, as quais se tornaram alvos cada vez mais frequentes de ameaças cibernéticas.

Então, em um cenário onde os sistemas industriais estão cada vez mais integrados a redes de tecnologia da informação (TI) e à Internet das Coisas Industrial (IoT), a cibersegurança não pode mais ser tratada como um item secundário.

A cibersegurança é, hoje, um elemento estratégico para a continuidade e segurança das operações. Se você não entende bem a importância dessa reação às obras tendenciosas, acompanhe este texto até o fim.

O impacto real das ameaças cibernéticas na indústria

Os ataques cibernéticos não são meras reproduções de cinema. Os ataques são reais e estão presentes até mesmo na indústria e são reais, sofisticados e tem consequências tangíveis.

Vamos a alguns exemplos?

Em 2017, o ataque cibernético fez com que o ransomware NotPetya interrompesse as operações de grandes multinacionais, incluindo fabricantes e empresas de logística, causando prejuízos bilionários.

Já em 2021, um ataque ao oleoduto Colonial Pipeline, nos EUA, paralisou o abastecimento de combustíveis em diversos estados por vários dias.

Mais recentemente, invasões a sistemas de água, energia e manufatura demonstraram que a vulnerabilidade digital pode afetar diretamente a infraestrutura crítica de uma sociedade.

E o que podemos aprender com esses casos?

De forma direta: eles ilustram que os ataques não se limitam a roubo de dados, o que é comumente pensamento comum entre as pessoas.

Na indústria, os riscos estão relacionados à integridade física de equipamentos, ao meio ambiente e à vida humana. Isso é bem mais sério do que parece.

Pense bem quais os riscos estão relacionados ao travamento de uma válvula de segurança ou de corromper sistemas de controle de processos que envolvem diversas pessoas no ambiente.

Tudo isso é possível com um clique de um invasor remoto.

O elo entre tecnologia operacional (OT) e TI

Como se sabe, os ambientes industriais (OT) operavam, até há pouco tempo, isolados, longe do mundo da TI.

Mas, a Indústria 4.0 modificou esse cenário tradicional. Hoje, as indústrias estão repletas de sensores, controladores lógicos programáveis (CLPs), sistemas SCADA e plataformas de gestão estão cada vez mais conectados a redes corporativas, nuvens e até à internet.

É claro que essa convergência trouxe benefícios para a gestão e automação. No entanto, é preciso direcionar os olhos para o que o “novo” possibilitou: a entrada por sistemas de TI mal protegidos que dão acesso a ativos industriais.

Segundo uma pesquisa recente, mais de 80% dos ataques bem-sucedidos a ambientes industriais começaram com o comprometimento de sistemas de TI.

Isso significa que um e-mail de phishing (se passando por entidade confiável) enviado ao setor administrativo pode, indiretamente, paralisar uma planta inteira.

Estratégias essenciais para fortalecer a cibersegurança industrial

Quais as ações eficientes para a proteção dos ativos industriais? A resposta é: diversas. Quanto maior o investimento em proteção cibernética, melhor. Mas, deixamos aqui algo que possa lhe mostrar o caminho correto.

1. Mapeamento e inventário de ativos

É necessário conhecer, antes de proteger. Isso é um fato. Por isso, o primeiro passo que deixamos como orientação é identificar todos os ativos conectados à rede — desde sensores de campo até sistemas de supervisão.

O uso de ferramentas de monitoramento contínuo ajuda a manter um inventário atualizado e a detectar dispositivos não autorizados ou vulneráveis.

2. Segmentação da rede

A segmentação de rede é uma arma poderosa para evitar que um ataque a um sistema administrativo afete os sistemas industriais.

Criando barreiras entre TI e OT e utilizando firewalls industriais, VLANs e DMZs, você impede que uma ameaça se propague indiscriminadamente.

3. Política de acesso e autenticação

Se você nunca ouviu falar sobre o controle de acesso baseado em funções (RBAC), pesquise sobre. Isso vai te ajudar.

Além disso, senhas fortes, autenticação multifator e a eliminação de credenciais padrão são práticas básicas, mas ainda negligenciadas em muitos ambientes industriais.

4. Atualizações e patches de segurança

Manter o firmware de dispositivos atualizados reduz drasticamente as chances de exploração de vulnerabilidades conhecidas.

No entanto, deixe isso na mão de um profissional que saiba testar e validar os programas em ambiente controlado. Do contrário, esse processo pode implicar em paradas não programadas. 

5. Monitoramento e resposta a incidentes

O uso de soluções de detecção de ameaças com análise comportamental (como SIEMs e IDS/IPS específicos para OT) permite identificar anomalias em tempo real.

Além disso, esses assuntos exigem pessimismo: e se cairmos em um golpe, como lidar?

Então, conte com um plano estruturado de resposta e recuperação para reagir rapidamente e limitar os danos em caso de ataque.

Terceirização e especialização: cibersegurança como serviço

É extremamente comum que as indústrias não contem com equipes especializadas em cibersegurança OT.

Desta forma, a terceirização de serviços de monitoramento, resposta e gestão de vulnerabilidades tem sido cada vez mais recorrente.

Afinal de contas, empresas especializadas podem operar centros de operações de segurança (SOC) com monitoramento 24/7. Então, se você busca uma detecção proativa, inteligência de ameaças e apoio técnico imediato, aqui está uma dica valiosa.

Cibersegurança e competitividade

Muitas indústrias não entendem o quanto ataques cibernéticos podem afetá-las. Então, que tal falarmos sobre “onde doi o bolso”?

Primeiramente, uma operação segura evita paradas não programadas.

E se você deseja confiabilidade dos dados operacionais, com a cibersegurança você garante a facilitação da conformidade com normas regulatórias, como a ISO 27001 e diretrizes nacionais de segurança cibernética.

Então, se você acha que a sua empresa não corre risco, saiba que em cadeias produtivas globais, a segurança cibernética tornou-se um diferencial competitivo!

Afinal de contas, empresas que demonstram maturidade em seus sistemas de proteção tendem a atrair mais parceiros, clientes e investidores.

Conclusão

Nota-se, a partir deste texto, que a cibersegurança deixou de ser um tema exclusivo da área de TI para tornar-se uma prioridade estratégica no ambiente industrial moderno.

Haja vista a digitalização e integração de sistemas ter avançado os conceitos de cada sensor ou controlador, os mesmos passaram a representar uma potencial porta de entrada para ameaças.

Portanto, negligenciar as ações acerca dessa realidade é correr o risco de paralisar operações, comprometer vidas e perder competitividade em um mercado cada vez mais exigente.

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