Bombas submersíveis

Bombas submersíveis e inversores de frequência: garantindo robustez e confiabilidade no sistema

A busca por processos industriais mais controlados têm impulsionado a aplicação de inversores de frequência, tornando o assunto cada vez mais relevante.

Embora muitas indústrias adotem posições conservadoras em relação à inovação tecnológica, aquelas empresas que optaram por implementar o inversor de frequência e desfrutam de seus benefícios, desejam além de controle e eficiência, a robustez para manter o processo produtivo ininterrupto.

Afinal, tempo de parada não programada é sinônimo de dinheiro perdido.

Haja vista a forte aplicação de inversores de frequência em sistemas de bombeamento de fluido, com destaque para bombas submersíveis, o presente texto destaca cuidados especiais para que a aplicação ofereça maior desempenho e longevidade do sistema.

Neste texto, discutiremos os principais pontos de atenção ao utilizar inversores de frequência em bombas submersíveis, destacando práticas que asseguram eficiência, confiabilidade e segurança em aplicações industriais.

Se você se interessa pelo assunto, acompanhe esta leitura até o fim.

O que são bombas submersíveis

Projetadas para operar submersas em líquido, as bombas submersíveis são equipamentos tão comuns quanto as bombas tradicionais, tendo também a mesma função:  transferir fluido de um local para outro através da pressão exercida.

O fato dessas bombas serem instaladas diretamente dentro do líquido a ser bombeado elimina aquela necessidade de criar sucção, o que as tornam eficientes em diversos casos.

Contudo, essas bombas devem possuir características específicas para que possam funcionar no ambiente líquido, como:

  • Vedação robusta para proteger os componentes internos de danos causados pelo fluido;
  • Motor elétrico integrado ao corpo da bomba para que o líquido seja empurrado, ao invés de sugado, eliminando problemas como cavitação;
  • Materiais resistentes à corrosão e ao desgaste, como aço inoxidáveis e ligas especiais, os quais possam lidar tanto com água, óleo e produtos químicos.

Aplicações das bombas submersíveis

As bombas submersíveis podem ser encontradas em diversos setores, lidando com aplicações distintas.

Contudo, é mais comum encontrar essas bombas em aplicações como:

  • Drenagem: removendo água acumulada em minas, túneis e construções;
  • Saneamento: No transporte de esgoto e efluentes em sistemas de tratamento;
  • Irrigação: Bombeamento de água em sistemas agrícolas;
  • Poços profundos: Na extração de água subterrânea em grandes profundidades;
  • Indústrias: Transferindo líquidos corrosivos, lamas, em ETE (Estação de Tratamento de Esgoto), ou outros fluidos industriais.

Bombas submersíveis e inversores de frequência: garantindo robustez e confiabilidade no sistema

A aplicação de inversores de frequência em bombas é algo essencial quando se deseja obter controle do processo combinado da redução do consumo de energia elétrica e segurança operacional.

Tudo isso, graças à função principal do inversor de frequência: Controle de velocidade dos motores elétricos que hão acionar equipamentos, como a própria bomba, permitindo que a energia necessária seja gasta para entregar o fluxo de fluido exigido, sem perdas de funcionamento que ocorrem quando a bomba funciona em plena carga.

Contudo, alguns cuidados devem ser tomados no uso conjunto de bombas submersíveis e de inversores, os quais interferem no desempenho do processo e na performance da bomba.

Vamos conhecê-los?

Excesso de velocidade

Sabe aquele momento em que o motor tem potência disponível, mas o mesmo precisa de um empurrãozinho a mais para entregar a quantidade de fluxo necessária em determinado momento?

Então, sabe-se que o inversor pode aumentar a velocidade do motor para garantir a entrega do fluxo desejado, desde que sejam verificados os limites operacionais da bomba e do motor.

Contudo, este ponto de atenção não é suficiente para acréscimo de velocidade.Em velocidades altas, é preciso também se atentar se a altura de sucção positiva líquida na bomba é suficiente para evitar cavitação.

Redução de velocidade

A redução da velocidade proporcionada pelo inversor de frequência faz com que o sistema opere em capacidade menor do que a plena, implicando no consumo de energia elétrica.

Contudo, é preciso estar ciente de que reduções excessivas podem alterar a condição hidráulica da bomba, influenciando em uma operação instável e reduzindo a eficiência do sistema.

Velocidades críticas

Ainda que sejam analisadas as velocidades críticas extremas da bomba, é preciso também se atentar às vibrações consequentes.

Vibrações mecânicas estão presentes em equipamentos e dispositivos, mas a ressonância, que é o fenômeno que ocorre quando a frequência externa coincide com a frequência natural do sistema, pode ocasionar em:

  • Grandes tensões mecânicas e deslocamentos;
  • Danos estruturais;
  • Redução da vida útil.

Assim, é interessante fazer um estudo do caso, avaliando as velocidades ou faixas de velocidade que ofereçam operação contínua e segura, e programar no inversor para que o mesmo bloqueie as velocidades excedentes que proporcionem instabilidade na operação.

Rotação reversa

A rotação reversa pode causar disparo, uma vez que a coluna de fluido pode passar de volta pelo sistema hidráulico da bomba, fazendo com que a mesma se comporte como uma “turbina geradora” e desarme o inversor de frequência.

Portanto, opte por válvulas de retenção para que isso não ocorra, ou ainda um inversor regenerativo.

Dimensionamento do inversor

Assim como está escrito neste artigo aqui, o qual ensina como dimensionar inversores de frequência, você deve selecionar o inversor de acordo com a placa de identificação do motor. Caso precise de ajuda, contate a nossa equipe especializada, a qual lhe dirá qual dos nossos inversores atende às suas necessidades.

Blindagem EMC

A compatibilidade eletromagnética (blindagem EMC) deve considerar o caminho de impedância que seja mais baixo na conexão da blindagem à terra.

Isso ocorre automaticamente em motores submersíveis,já que a água que ocupa o espaço ao redor atua como blindagem EMC, equalizando o potencial elétrico dos elementos metálicos.

Saber disso é o suficiente? R: Não.

A seleção e instalação do cabeamento e aterramento deve reduzir o ruído e a interferência com outros equipamentos.

Cuidados com geradores

Diversas aplicações que envolvem bombas e inversores, também abrangem geradores de energia para garantir que o abastecimento de fluido não seja interrompido durante a queda de energia elétrica.

Contudo, há um certo problema que envolve inversores, geradores e harmônicos.

Para saber mais, você pode clicar aqui e aqui e ser direcionado a artigos que vão sanar as suas dúvidas a respeito do assunto.

Em suma, os geradores podem produzir ou ser suscetíveis a harmônicos, os quais devem ser considerados no dimensionamento do cabo alimentador e do próprio gerador.

Conclusão

Embora o uso de inversores de frequência em bombas submersíveis ofereça controle, confiabilidade e eficiência energética, é preciso se atentar às condições apresentadas, para que os benefícios do inversor sejam totalmente aproveitados.

Assim, cuidados contra vibração crítica, o isolamento, a blindagem EMC e a programação adequada são fatores que devem ser considerados, junto da seleção correta do dispositivo a ser utilizado.

Sobre este último, você pode encontrá-lo na Nepin, que oferece o portfólio de inversores Danfoss especial para cada aplicação que você precisa.

Sobretudo, confira o Conversor de Frequência VLT® AQUA Drive FC 202 Danfoss, utilizado em indústrias do mundo inteiro para operações de bombeamento.

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