Ações de controle básicas

Ações de controle básicas: o que são e como funcionam na automação industrial

Caro leitor, se você tem curiosidades sobre a automação e possui uma certa “quedinha” por ela, temos algo para lhe dizer…

Primeiramente: te entendemos completamente e estamos nessa com você! Em segundo: você caiu de paraquedas no lugar certo.

Neste artigo, você vai aprender sobre ações de controle básicas.

E se você não tem a menor ideia sobre o que é isso, não há com o que se preocupar! É nosso dever levar a você informações que agreguem ao seu perfil profissional e à sua realidade industrial!

E caso você goste deste texto e queira conhecer outros tão bons quanto, vasculhe o nosso blog!

Aqui, oferecemos produtos industriais de qualidade e trazemos conteúdos diversos que são relacionados à indústria, como sobre automação, gestão, engenharia, tecnologias em geral e muito mais.

Agora, fique com mais um texto sobre automação industrial!

Introdução ao assunto: o que é ação de controle

Um controlador automático exerce diversas funções, entre as quais está a de comparar o valor real da grandeza de saída de processo (como a grandeza está naquele momento) com aquele valor de referência (valor desejado, que inserimos em um IHM, por exemplo).

Essa diferença entre o estado da grandeza e como a queremos, é chamado de desvio.

O  controlador, então, além de determinar o desvio, também produz um sinal de controle que vai atuar sobre algum dispositivo (atuador de válvula, queimador industrial, compressor, etc), a fim de reduzir esse desvio a zero ou a um valor pequeno.

Resumidamente, o objetivo de um controlador pode ser resumido a:

  • Minimizar a resposta em regime permanente;
  • Minimizar o tempo de estabilização (alterar);
  • E alterar a resposta transitória de forma que minimize o sobressinal (overshoot).

Já a maneira pela qual o controlador automático produz o sinal de controle é chamado de ação de controle.

Conheça o diagrama de blocos e o fluxo de sinais

O diagrama de blocos é fundamental neste momento. Ao visualizá-lo, você deixa de enxergar as ações de controle como algo abstrato.

Com o diagrama de blocos, fica claro que:

  • O controlador não “adivinha” o processo — ele reage ao erro;
  • Toda ação de controle depende da qualidade da medição (sensor);
  • Atrasos, ruídos e dinâmica do processo impactam diretamente o desempenho;
  • O sistema funciona de forma contínua, ajustando-se em tempo real.

Veja, abaixo, o modelo de um sistema de controle:

Cada um desses blocos e descrições representa algo essencial para a automação industrial.

Vamos abordar um a um?

  1. Sinal de referência — R(s)

O R(s) representa o valor desejado para o sistema, também chamado de setpoint.
Em uma aplicação industrial, pode ser:

  • pressão desejada em uma linha
  • temperatura de um forno
  • velocidade de um motor

Esse sinal é a “meta” que o sistema tenta atingir continuamente.

  1. Comparador e geração do erro — E(s)

O sinal de referência entra em um ponto de soma (com sinais “+” e “–”), onde é comparado com o sinal de realimentação.

O resultado dessa comparação é o já mencionado ERRO. O erro, portanto, é a diferença entre o valor desejado e o valor medido.

Acredite: esse é o sinal mais importante do sistema, pois é a partir dele que o controle atua.

  1. Controlador — Gc(s)

O bloco Gc(s) representa o controlador, responsável por transformar o erro em uma ação de controle. Então, estamos falando que na prática o controlador vai atuar sobre um cilindro pneumático, atuador de válvula, queimador, compressor, inversor de frequência, entre outros dispositivos que podem exercer a função de atuadores.

Na prática industrial, isso é implementado em um CLP (Controlador Lógico Programável) ou controlador dedicado.

E aqui entram as ações de controle que vamos discutir adiante, tais como:

  • proporcional (P)
  • integral (I)
  • derivativa (D)

A saída deste bloco é o:

  • Sinal de controle U(s)
  1. Amplificador — Gg(s)

O bloco Gg(s) representa um estágio de ganho, responsável por adequar o nível do sinal de controle, gerando o sinal amplificado F(s)

Na prática, isso pode representar:

  • estágio eletrônico de potência
  • interface de acionamento
  • condicionamento de sinal para atuadores
  1. Atuador — Ga(s)

O bloco Ga(s) converte o sinal elétrico em ação física no processo, e a saída é a variável manipulada M(s).

Trazendo mais alguns exemplos industriais típicos, temos:

  • inversor de frequência controlando a rotação de um motor
  • válvula de controle ajustando vazão
  • damper controlando fluxo de ar

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  1. Inserção de perturbação — D(s)

Antes de entrar no processo, o sistema recebe um distúrbio D(s), somado à variável manipulada.

Esse ponto é crítico, pois ele tira toda a “magia” da teoria e insere no sistemas algumas condições indesejáveis que só o caos do cenário real pode aplicar. As perturbações podem ser várias, tais como:

  • variações de carga
  • mudanças na matéria-prima
  • oscilações de temperatura ambiente
  • flutuações de pressão na rede

O controle existe justamente para compensar esses efeitos.

  1. Processo ou planta — Gp(s)

O bloco Gp(s) representa o sistema físico que está sendo controlado.

A saída desse bloco é a Variável controlada C(s)

Entre os exemplos que podemos trazer, estão:

  1. Sensor — Gs(s) e realimentação

Veja que a variável controlada não retorna diretamente ao comparador. Antes, ela vai para o bloco Gs(s), que representa o sensor ou sistema de medição.

Esse bloco pode incluir:

O sinal medido retorna ao comparador, fechando a malha.

Direcionamento ao segundo texto

Se você gostou deste artigo, saiba que você ainda tem muito o que aprender e temos muito a disponibilizar!

O nosso segundo artigo dessa sequência pode ser encontrado no nosso blog e é super importante que você o leia para complementar as suas ideias acerca das ações de controle básicas.

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 FAQ – Ações de controle na automação industrial

1. O que é ação de controle na automação industrial?


É a forma como o controlador gera um sinal de controle para reduzir o erro entre o valor desejado e o valor real do processo.

2. Qual a função do controlador em um sistema automatizado?


Comparar o setpoint com a variável medida e ajustar atuadores para manter o processo estável e dentro das condições desejadas.

3. O que é uma variável manipulada?


É a variável ajustada pelo sistema de controle para corrigir o processo, como vazão, velocidade, pressão ou temperatura.

4. Por que sensores são importantes em sistemas de controle?

Porque fornecem as informações reais do processo ao controlador, permitindo decisões automáticas e ajustes em tempo real.

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