Sustentabilidade na indústria: como máquinas que consomem energia ajudam a economizar

Sustentabilidade Industrial: Equipamentos que Consomem Energia Podem Ser Parte da Solução?

Não chega a ser nenhum absurdo se dissermos que a sustentabilidade se tornou uma prioridade global. Atualmente, a primeira reação natural na aquisição de um ativo, pode ser identificar se o mesmo consome grande quantidade de energia.

No entanto, essa ideia precisa ser revista — especialmente dentro do setor industrial, onde eficiência e produtividade caminham lado a lado com consumo energético.

A pergunta correta que devemos levar ao âmbito industrial e, inclusive que precisamos nos fazer, não é apenas “este equipamento consome energia?”, mas sim: “esse consumo é inteligente e necessário?”

Um exemplo prático e altamente relevante nessa reflexão é a relevância dos inversores de frequência (ou VSDs, do inglês Variable Speed Drives).

Esses dispositivos, por exemplo, consomem energia. Mas a aplicação correta dos mesmos, não só economiza expressivamente o consumo de energia elétrica, como também agrega à produtividade dos processos industriais e à redução das emissões de carbono.

Portanto, este texto retrata que o consumo pode ser a chave da economia — se for o consumo certo.

Entendendo o papel dos inversores de frequência na sustentabilidade industrial

Vejamos bem a importante função de um inversor de frequência: controlar a velocidade e o torque de motores elétricos, de acordo com a demanda do processo.

Este dispositivo simplesmente evita que os motores operem a plena carga o tempo todo. Há tempos atrás, os sistemas tradicionalmente usariam válvulas, amortecedores ou outras formas mecânicas de controle de fluxo.

Hoje, os inversores de frequência erradicam as perdas associadas aos métodos tradicionais e permitem uma operação mais eficiente e precisa.

Vamos levar esse raciocínio para o que ocorre na prática?

Suponha um motor que tradicionalmente trabalharia com 100% de carga, independente da demanda. Com o inversor de frequência, o mesmo motor pode operar com 60%, 40% ou até menos, dependendo da necessidade momentânea.

E a mágica está justamente aí! Aplicações com torque variável, como ventiladores, bombas centrífugas e compressores, seguem a chamada “lei do cubo”, segundo a qual uma redução de 20% na velocidade pode resultar em uma economia de até 50% na energia consumida.

Mas não seja precipitado e saia instalando inversores de frequência por toda a planta fabril. É importante que o sistema esteja pronto para isso!

Mais sobre os VSDs

Historicamente, os inversores foram introduzidos nas indústrias para regular velocidades e melhorar a produção.

Contudo, a pauta da eficiência energética ganhou protagonismo nas últimas décadas. Agora, é hora de reequilibrar o discurso: os inversores de frequência deixaram de ser apenas ferramentas de controle de processo. Hoje, eles economizam energia, otimizam a produtividade, reduzem o desgaste de componentes, aumentam a disponibilidade dos sistemas e até melhoram a qualidade do produto final.

Uma abordagem estratégica para alcançar esses benefícios passa por uma avaliação energética profissional, capaz de mapear o funcionamento da planta, identificar aplicações ineficientes e propor melhorias com retorno garantido. Normalmente, esse processo envolve:

  • Análise de aplicações de torque variável e constante;

  • Avaliação de métodos de controle utilizados;

  • Medição de consumo energético durante o ciclo típico de operação;

  • Utilização de softwares especializados para projeção de economia e retorno sobre investimento.

Neste contexto, tem-se relatórios que indicam os pontos onde a instalação de inversores e/ou motores de alto desempenho trarão mais retorno.

Neste caso, os ganhos não se limitam ao custo da energia — envolvem também redução de CO₂, melhoria de confiabilidade e menor necessidade de manutenção.

Energia com propósito: entenda o sistema antes de aplicar soluções

Agora, chegou o momento de responder à indagação presente no título deste texto por meio de um fato: é um erro um tanto quanto comum buscar por sustentabilidade por meio da instalação de equipamentos de alta eficiência em sistemas mal otimizados.

O resultado? Adivinhe! A empresa garante pequenas economias, as que poderiam ser enormes se o sistema tivesse sido avaliado como um todo.

Como realizar a análise do sistema industrial

Comece a partir das seguintes perguntas:

  • O que o processo realmente precisa entregar?”;
  • Quais são os gargalos e perdas?”;
  • “Os componentes atuais estão alinhados com o objetivo final da instalação?”.

As perguntas devem ser feitas com seriedade e a solução deve ser tomada com responsabilidade!

Portanto, imagine uma estação de bombeamento projetada para lidar com picos de vazão que ocorrem apenas a cada 20 anos.

Instalar um inversor de frequência em uma bomba superdimensionada pode ajudar, mas talvez a melhor solução seja adotar várias bombas menores com controle de velocidade.

A economia, nesse caso, virá da reconfiguração do sistema como um todo — e não só do equipamento individual. Além disso, e se a bomba principal — e única — vier a falhar? Você não corre esse risco ao considerar a instalação de bombas menores.

Medição e conhecimento: pilares para eficiência real

Lembre-se: soluções eficientes demandam informações precisas. Por isso, medir o consumo energético em diferentes pontos do processo (submedição) é um passo indispensável.

Desta forma, você não só identifica onde estão ocorrendo perdas excessivas — já que não podem ser absolutamente evitadas  — e permite entender como cada parte do sistema interage.

Outro ponto relevante: entenda o comportamento da aplicação.

“Como assim?” Veja: equipamentos como esteiras transportadoras, que passam longos períodos vazios, podem se beneficiar muito do uso de inversores, sendo ativadas sob demanda.

Analogamente, é benéfico para os sistemas que operam com cargas frequentemente abaixo da capacidade nominal, como é comum em sistemas de ventilação e refrigeração.

Para esses casos, a combinação de inversores de frequência com motores de relutância síncrona, por exemplo, pode oferecer ainda mais vantagens, com perdas significativamente menores em baixa carga.

Conclusão: a sustentabilidade não pede menos energia — ela pede inteligência

Por fim, nada mais justo que voltarmos à pergunta inicial novamente: a sustentabilidade exige que se usem menos equipamentos que consomem energia?

A resposta é: não necessariamente! O que ela realmente exige é usar energia com inteligência e propósito.

Como pôde ficar claro neste texto, os inversores de frequência são um exemplo de como a tecnologia pode transformar o modo como consumimos recursos.

Com processos mais eficientes, produtivos e sustentáveis, a indústria se destaca no mercado competitivo, independente do setor de serviço.

Portanto, não se trata apenas de cortar energia, mas de aplicar o consumo onde ele realmente faz diferença.

E você, deseja utilizar a energia elétrica de forma inteligente por meio de inversores de frequência? Se a resposta é sim, clique aqui e seja direcionado para o nosso portfólio de inversores de frequência.

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