Se você está em contato com a tecnologia e a utiliza para armazenar algo, então provavelmente já ouviu ou leu sobre o termo “nuvem”. Muitos pensam neste conceito como algo abstrato, visto que digitalmente se trata de um espaço na internet onde dados e aplicações estão disponíveis a qualquer hora e lugar. No entanto, poucas pessoas sabem que, por trás desse termo, existe uma infraestrutura física gigantesca, conhecida por data centers.
Esses locais abrigam milhares de servidores interconectados, os quais são os responsáveis por processar, armazenar e distribuir as informações que movimentam o mundo digital. No entanto, os data centers cresceram em escala e sofisticação ao longo do tempo. Afinal de contas, os servidores deveriam acompanhar a expansão da internet (como a inteligência artificial, por exemplo) e a transformação digital.
Neste viés, houve um acréscimo no consumo de energia elétrica necessário para manter esses ambientes operando continuamente, fazendo com que data centers se tornassem um dos pilares para o planejamento do setor energético nacional.
Por isso, decidimos explorar os inversores de frequência, uma solução tecnológica que vem sendo assertiva para a gestão da eficiência energética e redução do impacto ambiental gerado pelos data centers, que com o tempo tende a se agravar.
Por que o consumo de Data Centers é tão alto?
O data center é considerado o “coração” da infraestrutura digital. É neste ambiente que são armazenados e processados serviços de e-mail, streaming, redes sociais, transações financeiras, aplicações corporativas, entre outros.
Estima-se que, até 2026, a energia consumida para manter data centers e outras tecnologias (redes de criptomoedas e IA) funcionando continuamente alcance cerca de 800.000 GWh por ano — aproximadamente dez vezes mais do que a produção da Usina de Itaipu (a segunda maior hidrelétrica do mundo) em 2023.
Mas, por que um consumo de energia tão alto? Será devido à energização de tantas máquinas?
Bem, a resposta é “não”. Claro, manter as máquinas ligadas consome bastante energia, mas esse alto consumo não é exclusivo da energização das máquinas desse ambiente.
Diversas máquinas ligadas simultaneamente e sendo utilizadas ao máximo de suas capacidades de processamento, acaba dissipando calor.
O resfriamento, neste caso, se torna um dos elementos críticos para sua operação, a fim de não deixar que temperaturas elevadas comprometam o desempenho e a vida útil dos componentes.
Daí, entramos num impasse: como manter o controle térmico eficiente diante de um cenário de de consumo de energia em ascensão?
O Brasil como polo de data centers e os desafios no resfriamento
Sabe-se que o Brasil é um território com forte matriz elétrica em fontes renováveis. Isso faz com que o nosso país seja promissor para a instalação de data centers.
Por um lado, isso reduz a pegada de carbono associada ao consumo energético dessas instalações.
Por outro lado, nem todo método de resfriamento é viável em larga escala. A utilização de água para sistemas indiretos de refrigeração, por exemplo, enfrenta limitações relacionadas à disponibilidade e à sustentabilidade hídrica.
Por isso, em países em geral, recorre-se a sistemas de ar-condicionado de precisão, que, embora eficazes, também demandam altos volumes de energia elétrica.
Controle ambiental preciso e sustentável
O resfriamento de data centers exige um ajuste de temperatura, umidade e fluxo de ar de forma inteligente.
No entanto, é preciso utilizar sistemas que adaptem seu funcionamento às variações de carga e condições externas.
Aqueles equipamentos de condicionamento de ar que conhecemos, mesmo que consigam seguir um ajuste segundo o que é ajustado no controlador de temperatura, não atuam de forma significativa quanto à eficiência energética devido a falta de outras tecnologias mais avançadas.
Assim, torna-se importante conhecer em quais tecnologias investir, a fim de obter controle, eficiência operacional e sustentabilidade.
Para nossa sorte, existe um dispositivo extremamente utilizado na automação climática que se tornou essencial para infraestrutura digital.
Conheça-o abaixo.
Tecnologias para garantir operação ininterrupta
Para evitar prejuízos financeiros devido a inatividade, a infraestrutura de um data center é planejada com redundância em todo o sistema, desde alimentação elétrica até bombeamento de água gelada e ventilação.
Entre as soluções que viabilizam essa confiabilidade estão os drives de controle de motores, chamados popularmente de inversores de frequência.
Os inversores de frequência controlam de forma inteligente a velocidade de operação dos motores elétricos, os quais estão presentes em bombas e ventiladores e que por sua vez atuam no resfriamento de data centers.
Ao possibilitar o ajuste da rotação de acordo com a demanda real (esforço necessário para suprir as necessidades de resfriamento em determinado momento), tem-se ganhos em:
- Economia de energia: menor consumo elétrico devido à redução de velocidade dos motores;
- Maior vida útil: funcionamento no ponto ideal reduz desgaste mecânico;
- Eficiência hidráulica: operação de bombas na curva correta para melhor desempenho;
- Resfriamento otimizado: temperatura e fluxo de ar ajustados conforme a carga térmica real.
No caso da Equinix, referência global em data centers, a solução em drive utilizada teve modelo específico: VLT® HVAC Drive da Danfoss.
Escolher o inversor correto para a aplicação traz funções específicas para o negócio, o que ajuda a pagar mais rapidamente o investimento (payback).
Redundância, monitoramento e ação preventiva
Os data centers precisam ser locais de confiabilidade, e isso não depende somente da qualidade das máquinas ali presentes.
Neste ambiente, a capacidade de antecipar falhas é desejável. Por isso, as unidades da Equinix são monitoradas continuamente, além de contar com a integração dos drives a sistemas de supervisão via Modbus.
Desta forma, os dados sobre desempenho, temperatura, rotação e status dos motores são analisados em tempo real, inclusive de forma remota.
Além disso, as informações coletadas ajudam na elaboração de planos de manutenção preventiva, reduzindo o risco de falhas inesperadas.
Sustentabilidade
Ao integrar controle de motores, automação e estratégias inteligentes de resfriamento, é possível adquirir bons resultados também na baixa pegada ambiental.
O VLT® HVAC Drive, por ser um drive que acompanha a operação de 24 horas por dia e 7 dias por semana de um data center, contribui para que a expansão da infraestrutura digital ocorra de forma sustentável.
Conclusão
Os dados não mentem: a evolução tecnológica tem favorecido o aumento da demanda por processamento, armazenamento e conectividade. Os data centers, neste contexto, tornam-se ativos estratégicos para a economia digital e para o avanço de tecnologias como inteligência artificial e blockchain.
Mas para que essa infraestrutura funcione sem interrupções, é necessário um equilíbrio preciso entre desempenho, eficiência energética e sustentabilidade. Esses atributos você encontra no VLT® HVAC Drive da Danfoss.
Para obtê-lo, consulte nosso portfólio de produtos.


