Quando o assunto são operações industriais, a manutenção é um fator crítico que pode determinar o sucesso ou o fracasso de uma empresa.
A indisponibilidade não planejada, por exemplo, impacta significativamente a produção, segurança e custos da empresa.
Uma falha em um ativo crítico é o suficiente para prejudicar seus indicadores, como o OEE (Overall Equipment Effectiveness), e ainda aumentar o tempo médio de reparo (MTTR ou Mean Time To Repair).
Desta maneira, faz-se planejar uma estratégia de manutenção adequada desses ativos.
A manutenção reativa e a manutenção programada destacam-se entre as abordagens mais comuns, mas para serem aplicadas, exige-se conhecimento à respeito de seus fundamentos, impactos e níveis de previsibilidade.
O papel da manutenção na gestão industrial
A indústria moderna praticamente não existe sem seus ativos físicos. Qual indústria se mantém no mercado sem motores, bombas, compressores, redutores, vasos de pressão, sistemas hidráulicos, caldeiras, painéis elétricos e automação?
Pois é. A falta disso nos direciona a um cenário arcaico.
Sobretudo, precisamos falar de algo em específico relacionado a esses ativos: a confiabilidade. A confiabilidade desses ativos influencia diretamente:
- A continuidade dos processos;
- A segurança do produto e dos colaboradores;
- A previsibilidade de custos;
- A vida útil dos equipamentos;
- A conformidade com normas e regulamentações.
Assim, fica fácil entender, desde já, que a manutenção bem estruturada deve gerar impacto direto no MTBF (tempo médio entre falhas) e a redução do já citado MTTR.
Quer reduzir falhas inesperadas e aumentar a confiabilidade dos seus sistemas industriais?
O Que é Manutenção Reativa
A manutenção reativa é o tipo de abordagem que muitas empresas procuram evitar.
Ela envolve a correção de problemas somente quando surgem. E infelizmente, diversas empresas trabalham desta maneira: “apagando fogo” de um equipamento que opera até quebrar ou perder desempenho.
Além disso, essas empresas não identificam os sinais de que estão seguindo um caminho errado. Caso você se encaixe neste contexto, veja as características da manutenção reativa e assimile com a realidade industrial que você vive.
Características da manutenção reativa
- Intervenção após falha;
- Baixa previsibilidade;
- Estoque emergencial de peças;
- Impacto significativa no tempo de parada;
- Aumento do MTTR;
- Possíveis danos secundários;
- Perda de matéria-prima;
- Horas extras de equipe para suprir o tempo perdido;
- Riscos de segurança.
Para ativos não críticos e não tão caros, essa estratégia de manutenção é até viável, já que as peças de substituição são baratas e fáceis de serem encontradas.
E para que não pareça um “relaxo”, essa estratégia ganha até um nome, chamada de “run to failure”.
O Que é Manutenção Programada
A manutenção programada, por outro lado, é uma abordagem proativa. O objetivo principal é reduzir falhas por meio de intervenções planejadas.
Essa estratégia pode ser subdividida em três categorias, que na verdade são bem conhecidas no ambiente industrial.
- Manutenção preventiva
A manutenção preventiva, como o próprio nome diz, tem objetivo de prevenir que problemas apareçam ao tomar certos cuidados com os equipamentos.
Troca de óleo periódica, substituição programada de rolamentos e outras peças de desgaste, entre outros.
Essa manutenção considera o tempo de uso, como horas operacionais, ciclos, quilometragem, etc.
“Troque o óleo do seu carro a cada X quilômetros”. “A cada 18000 ciclos, seu produto pode apresentar falhas mecânicas”. E por aí vai…
- Manutenção preditiva
Esse tipo de manutenção, por sua vez, considera as condições do equipamento. Você encontra diversos artigos no nosso blog que tratam de apresentar o monitoramento de condições, como este aqui que é realizado pelo próprio inversor de frequência VLT® AutomationDrive FC 302.
Em suma, as técnicas utilizadas são:
- Análise de vibração;
- Termografia;
- Ultrassom;
- Análise de óleo;
- Monitoramento de corrente elétrica.
Manutenção planejada
Já a manutenção planejada envolve uma organização considerada por muitos até mais robusta do que a preventiva, por exemplo.
Cronogramas, planejamentos de recursos, peças e mão de obra, estruturada via Planejamento e Controle de Manutenção (PCM), formam as características dessa estratégia.
Qual é a melhor opção?
Para ser sincero, essa é uma pergunta difícil de ser respondida. Essa resposta deve considerar diversos fatores que são intrínsecos à sua realidade industrial.
- A manutenção reativa pode ser adequada quando:
- O equipamento é de baixo custo;
- Não impacta significativamente na produção;
- Não há presença de risco à segurança em sua falha;
- Pode ser facilmente substituído, bem como suas peças de desgaste.
A manutenção programada, por outro lado, é recomendada para casos em que:
- Os equipamentos são críticos;
- Processos são contínuos;
- Sistemas envolvem risco operacional;
- Ativos são de alto valor agregado;
- Metas rigorosas de disponibilidade da planta.
Na prática: indústrias fazem um mix. Não há como adotar um único modelo de manutenção para todos os equipamentos.
Assim, as empresas estruturam a manutenção com base em indicadores, criticidade e impacto conhecido.
Com isso, ganha-se previsibilidade, principalmente operacional e financeira.
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FAQ – Manutenção Industrial
1. Qual a principal diferença entre manutenção reativa e programada?
A reativa ocorre após a falha. A programada busca evitar falhas por meio de planejamento.
2. A manutenção reativa é sempre ruim?
Não necessariamente. Pode ser viável para ativos de baixo custo e baixa criticidade.
3. A manutenção preditiva substitui a preventiva?
Não. Elas se complementam dentro de uma estratégia estruturada.
4. Como reduzir o MTTR na indústria?
Com planejamento adequado, peças disponíveis, equipe treinada e equipamentos de alta confiabilidade.


