Entender sobre os sistemas de condicionamento, ainda que razoavelmente, é algo primordial para que ocorra uma discussão fluida e rica em um cenário que se busca planejar e otimizar um projeto de condicionamento para o âmbito residencial, industrial ou comercial.
No entanto, este assunto quando abordado de uma só vez, pode ser cansativo e complexo. Porque são vários os conceitos relacionados a estes sistemas.
Por isso, dividimos este assunto em uma série de artigos que está disposta em textos distintos no nosso blog. Este, sendo o segundo texto, trata de abordar sobre sistemas de zona simples.
Mas, peço que você volte no texto 1 desta série “#1 Sistemas de condicionamento: zonas térmicas” para que você não perca o contexto da nossa jornada que vai se estender um pouco mais agora.
Enfim, que tal conhecermos sobre o sistema de zona simples?
Motivação ao texto

Pessoal, o sistema de zona simples é, simplesmente, um tipo entre as diferentes unidades condicionadoras de ar existentes.
Este sistema é bastante utilizado em ocasiões em que os espaços a serem condicionados são característicos de ganhos e perdas de calor aproximadamente uniformes, possuindo então uma condição para climatização semelhante em todo o espaço.
Para grandes edifícios, o sistema de zona simples não é atrativo economicamente. Mas, a sua complexidade comparada a um sistema único central (conhecido popularmente como sistema de zonas múltiplas) é bem menor.
Sistemas de zona única
O sistema de zona única, conhecido também como sistema de zona simples, é um sistema menos complexo se comparado com o sistema de zona múltipla.
Isso ocorre porque este sistema responde a um único conjunto de condições internas.
“Isso faz deste sistema menos utilizado?”
A resposta é: não! O fato dele ser mais limitado pelo seu critério de aplicação exige temperatura no interior da zona relativamente uniforme, não o inutiliza
Sempre haverá situações em que o sistema de zona simples será mais bem escalado, até mesmo se comparado com o de zona múltipla.
Enfim, este sistema pode precisar ou não de dutos, pois a unidade condicionadora de ar é instalada no interior da zona ou remotamente.
Além disso, o custo inicial e manutenção centralizada fazem deste sistema um atrativo, e isso tudo melhora quando se entende a possibilidade do sistema funcionar com ar exterior durante estações intermediárias.
E aqui vamos falar sobre algo que foi explicado no nosso primeiro texto dessa série — o termostato. O termostato de ambiente ou no ar de recirculação é o responsável por regular a temperatura nos recintos.
Instalações de zona única: subdivisões
Vamos nos aprofundar um pouco mais neste texto, para que você não “boie” quando conceitos importantes forem discutidos naquela reunião que você está se preparando para participar.
- Instalações com regulagem da serpentina de resfriamento
Ao diminuir a temperatura do ar de recirculação (ou do ambiente), o termostato de duas posições faz com que ocorra o fechamento de uma válvula solenóide.
O compressor, que ainda continua funcionando até ser desligado, exerce este trabalho em função do pressostato de baixa pressão.
Se a temperatura aumenta, o termostato abre a válvula solenóide e liga o compressor. O termostato, é claro, ainda pode fechar a válvula solenoide e desligar o compressor.
Quando o compressor está desligado, a umidade do ambiente tende a aumentar, visto que a ventilação do ar externo (com umidade) é introduzida ao ambiente, sem ser desumidificado.

- Instalações com desvio da serpentina de resfriamento
Neste sistema, ao diminuir a temperatura do ar de recirculação (ou do ambiente), o termostato diminui a vazão de ar que percorre a serpentina de resfriamento e aumenta a vazão de ar de desvio.
Vê-se que o termostato apresenta uma função importante nesta subdivisão, assim como na anterior e na próxima.
Graças a ele, o servomotor que posiciona os registros (dampers) são posicionados de maneira que a vazão seja coerente com a desejada.
Um interruptor de curso (I), que é acionado por servomotor (M) fecha a válvula solenoide quando o registro da serpentina está próximo da posição completamente fechada, sendo o responsável por evitar formação de gelo sobre a serpentina em condições de carga mínima.
O pressostato de baixa pressão, neste caso, fica responsável por desligar o compressor até o instante em que o interruptor abra a válvula solenoide.
Por fim, observa-se que quando o ar de recirculação é desviado, obtém-se o controle da umidade de forma melhor do que o apresentado na instalação anterior, além de uma temperatura constante.

- Instalações com desvio da serpentina de reaquecimento
Agora, temos o nosso último caso a ser apresentado neste artigo: a instalação com desvio da serpentina de reaquecimento.
Neste cenário, o termostato abre a válvula solenoide e coloca o equipamento frigorífico em operação.
Então, se a temperatura do ar de recirculação aumenta, o termostato abre a válvula solenoide e ativa o equipamento frigorífico.
Mas, se a temperatura do ar de recirculação cai, o termostato fecha a válvula solenoide e abre progressivamente a válvula modulante, a qual está instalada no circuito de água da serpentina de reaquecimento.
Caso a umidade relativa do ar de recirculação aumentar, o umidostato abre a válvula solenoide e o equipamento frigorífico passa a funcionar (desumidificando o ar e o resfriando).
Veja que o compressor reduz a umidade ambiente além de resfriá-lo, mas caso seja implantado um desumidificador, o sistema fica ainda mais robusto (apesar de maior custo inicial e de operação).

Conclusão
Aqui, damos fim ao nosso segundo blog da série.
Neste texto, vemos a ação importante de dispositivos industriais para o bom funcionamento do sistema de condicionamento de zona simples.
E veja só: não levamos apenas conhecimento que contribui para sua aptidão profissional, mas também disponibilizamos todos esses dispositivos industriais no nosso site.
Enquanto você ainda não visualizou o nosso terceiro texto desta série, aproveite para acessar nosso catálogo de produtos e encontrar termostatos, pressostatos, válvulas solenoide, compressores, entre outros equipamentos que vão fazer a diferença no seu sistema de condicionamento.


