A indústria moderna tem enfrentado o grande desafio que abrange dois extremos: o aumento produtivo e a redução da emissão de gases que agravam o efeito estufa.
A automação e dispositivos inteligentes, como os inversores de frequência, são ferramentas tecnológicas que auxiliam no cumprimento de ambas as condições.
No entanto, embora importantes, essas tecnologias ainda assim não são suficientes para alcançar as metas anuais de redução de emissões estimadas pelos governos.
Assim, outros métodos que auxiliam na descarbonização têm sido cada vez mais adotados pela indústria, como a energia geotérmica, a qual elé cogitada principalmente em setores que dependem de resfriamento e aquecimento.
Portanto, se você não conhece a energia geotérmica e não sabe como esta contribui para a descarbonização, acompanhe este texto para conferir um caso real de como este método pode ser útil.
O que é a energia geotérmica
Embora seja pouco conhecida, a energia geotérmica é uma fonte de energia renovável que passou a ser utilizada em aplicações industriais em meados do século XX.
A sua descoberta, então, é mais antiga ainda, já que esta energia aproveita o calor da energia térmica presente abaixo da superfície da terra (armazenada em rochas, água e, solo) e, como se sabe, erupções vulcânicas já são temidas pela humanidade desde a antiguidade.
Em suma, a energia geotérmica é facilmente interpretada pelo seu nome, já que a etimologia grega do seu nome combina geo (terra) e thérmos (calor).
Como a energia geotérmica funciona
Antes de entender como a energia geotérmica funciona, ou como é extraída, é interessante conhecer como são algumas camadas da terra.
Partindo do centro, ou núcleo, temos uma massa composta por gases, minerais e rochas fundidas. Mais externamente, temos o manto e, posteriormente, a crosta.
A água precipitada infiltra a crosta e formam-se aquíferos que, em contato com o calor presente no local, tornam-se água e vapor em alta temperatura.
Por meio desta série de acontecimentos, tem-se um reservatório geotérmico abaixo do solo e pronto para ser explorado.
Na usina geotérmica, o fluido de mistura líquido quente mais vapor é extraído e pode ser utilizado de forma direta através de um separador, ou pode ser utilizado de forma indireta, por meio de um trocador de calor.
Por fim, utiliza-se o vapor para gerar energia através de turbinas e o fluido em excesso é reinjetado no subsolo pare reiniciar o ciclo.
Como a energia térmica contribui para a descarbonização
Após explicar como a energia geotérmica funciona, torna-se possível imaginar como a mesma pode ser útil para a descarbonização.
Contudo, vamos facilitar a sua compreensão ao discorrer sobre um caso real que ocorreu em uma empresa de logística e transporte de carga, no norte da Dinamarca.
Possuindo 300 m2 de área em seu centro de logística, a empresa havia metas ousadas que envolvia um sistema de aquecimento e resfriamento para suprir 4,9 MW e 2,2 MW, respectivamente, além deste sistema precisar ser sustentável e usar 100% de energia renovável, alcançando a descarbonização até 2050.
Para isso, a Danfoss se uniu com a Energy Machines, a qual projetou um armazenamento de energia geotérmica de aquífero (ATES) que bombeia agua subterrânea no verão para resfriar os edifícios por meio de trocadores de calor e, no inverno, armazenando o calor absorvido no aquífero.
Já no inverno, o calor armazenado é utilizado, através do trocador de calor, para aquecer os edifícios.
Desta forma, a empresa obteve um sistema de aquecimento de COP 3,7-4,5 e resfriamento de COP 50, reduzindo e muito o consumo de eletricidade para operações, apoiando os objetivos da empresa em sustentabilidade e descarbonização.
A Danfoss, neste contexto, está inserida em diversos outros setores e indústrias, promovendo a facilitação operacional, eficiência energética e a automação por meio de dispositivos de qualidade.
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