A produção ininterrupta combinada à alta qualidade e segurança dos processos resume os objetivos de qualquer indústria moderna. No entanto, linhas de produção farmacêutica, alimentícia, de bebidas e até mesmo laboratórios não podem prover a integridade operacional e a confiabilidade de produtos sem antes considerar o controle microbiológico, que vem por meio de equipamentos livres de contaminação e ambientes limpos. São diversas as técnicas conhecidas que atendem à necessidade da descontaminação. E, é claro, cada uma contém particularidades que podem ser vistas como vantagens ou limitações.
Entre os métodos conhecidos, tem-se os métodos térmicos, os quais utilizam energia do calor como ferramenta de destruição de microrganismos, que por sua vez oferecem resultados previsíveis e satisfatórios. Ainda dentro desse grupo de soluções térmicas, a esterilização por calor seco ganha destaque, em especial, neste texto, uma vez que é reconhecida pela simplicidade operacional e eficiência em determinados tipos de aplicações. Se você quer descobrir do que se trata este método e como ele funciona, fique por aqui e acompanhe essa leitura.
O que é a esterilização por calor seco
Quando o assunto é esterilização, normalmente pensamos em controle de microrganismos, mas na prática é fundamental conhecer os distintos métodos para realizar essa tarefa corretamente. Por exemplo, a esterilização por calor seco se distingue da esterilização por vapor. Quando a esterilização é feita a seco, certos materiais que devem ter os microrganismos eliminados são expostos ao ar quente com as variáveis temperatura e tempo controladas.
Já na esterilização por vapor, os materiais também são expostos ao calor, mas um calor úmido. Então, a técnica da esterilização por calor seco depende da condução do calor e da oxidação celular, e não de umidade.
Biologicamente, qual o impacto do calor seco?
Imagine o seguinte cenário: uma indústria de bebidas, após uma manutenção, tem como procedimento esterilizar o componente que entra em contato com o líquido durante determinada fase do processo.
Este componente terá sua superfície externa em contato com ar quente de uma estufa ou câmara, que há de transmitir altas temperaturas para promover reações que vão implicar em oxidação que danificam proteínas, enzimas e ácidos nucleicos dos microrganismos, além de comprometer suas membranas celulares.
Desta maneira, a esterilização promove a inativação completa de bactérias, fungos e esporos.
Como funciona a esterilização por calor seco
A esterilização por calor seco normalmente ocorre em uma estufa ou câmara de ar quente, diferente da esterilização por vapor que ocorre em autoclave.
O princípio dessa estufa se baseia em gerar e manter um fluxo de ar aquecido em uma câmara isolada, de modo a atingir uniformidade térmica suficiente para garantir a destruição dos microrganismos presentes nos materiais.
Além disso, as estufas são compostas por elementos básicos como:
- Resistências elétricas, responsáveis pelo aquecimento;
- Termostato, utilizado para regular e manter a temperatura desejada;
- Indicadores luminosos, que informam se a estufa está em aquecimento ou em regime estável;
- Em alguns modelos, ventiladores internos, que promovem circulação de ar para distribuição uniforme do calor.
As estufas de ar quente ainda podem ser classificadas em dois tipos principais:
- Estufas de convecção por gravidade: a circulação de ar frio e quente ocorre por diferença de densidade — ar quente é gerado pela resistência localizada na parte inferior da estufa e o ar frio se desloca para a saída na parte superior;
- Estufas de convecção mecânica: ventiladores forçam a circulação do ar quente dentro da câmara, garantindo melhor distribuição térmica. Este método de ventilação forçada reduz o tempo necessário para atingir a temperatura programada, melhorando a eficiência do ciclo de esterilização.
Para que ocorra o controle preciso do ambiente fechado, os termostatos utilizados devem ser robustos e precisos o suficiente para garantir que a temperatura seja mantida ao longo do tempo estimado para que ocorra a esterilização.
Para operações sem erro, os termostatos KP Danfoss são escalados para garantir precisão e robustez, devido aos elementos utilizados em sua composição e sua construção mecânica dedicada à aplicação. Detalhes deste componente são críticos para assegurar que os parâmetros de esterilização sejam respeitados.
Quando utilizar o método de esterilização por calor seco?
Vidrarias, metais, óleos, pós, frascos e recipientes de vidro: sabe o que esses materiais têm em comum? Eles devem ser esterilizados sem umidade presente na câmara ou estufa, ou ainda não podem ser expostos pela pressão envolvida na esterilização por vapor.
Neste contexto, conclui-se que, embora exija temperaturas mais altas e tempos de exposição maiores em comparação com o calor úmido, a esterilização por calor seco é valorizada por sua segurança, previsibilidade e aplicabilidade em diferentes setores industriais.
Conclusão
Embora utilize temperaturas mais elevadas e ciclos mais longos em relação ao calor úmido, o método de esterilização por calor seco permanece como um método amplamente utilizado em setores industriais e laboratoriais. O fato deste método não exigir agentes químicos e favorecer a não corrosão de metais faz dessa esterilização imprescindível em aplicações relacionadas.
O correto dimensionamento do equipamento, a calibração periódica, a observância rigorosa dos parâmetros de tempo e temperatura são fatores essenciais para assegurar a eficácia do processo, mas não podem ser alcançados sem a instalação de dispositivos corretos para tal função.
Neste viés, destaca-se novamente os termostatos KP Danfoss.


