O agravamento das mudanças climáticas está cada vez mais notável. As metas globais estão cada vez mais exigentes. Fóruns, como a Conferência das Partes (COP), tornaram-se necessidades urgentes e buscam soluções sustentáveis, entre elas a eficiência energética.
Enfim, governos, empresas e a sociedade civil vêm sendo pressionados a adotar práticas mais responsáveis com o meio ambiente.
A construção civil, neste contexto, compõe o centro deste debate. Afinal de contas, esse setor é responsável por grande parcela das emissões de carbono, consumo de energia e geração de resíduos no planeta.
A adoção de critérios ambientais rigorosos — como aqueles presentes nas certificações ambientais — surge como um caminho promissor na transformação do cenário urbano.
Dispositivos industriais, como inversores de frequência, têm desempenhado um papel fundamental na viabilização da transição aos novos padrões de projeto e operação de edifícios, quando integrados às outras práticas de gestão e inovação.
É neste cenário que o Brasil vem ganhando destaque internacional, posicionando-se entre líderes na adoção de práticas sustentáveis.
Quer saber mais sobre como o setor de edificações está evoluindo? Então acompanhe este texto.
Sustentabilidade como prioridade global
Empresas e governos estão repensando nas suas práticas, sendo pressionados direta e indiretamente pelas mudanças climáticas e os alertas crescentes sobre a escassez de recursos naturais.
Conferências internacionais, como a COP, evidenciam que um dos objetivos globais é a descarbonização dos setores produtivos e urbanos.
Neste contexto, a construção civil, que é responsável pelo elevado consumo de energia e água, torna-se uma peça-chave na transição para um modelo mais sustentável.
Mas, quanto o Brasil tem se empenhado para cumprir às exigências globais?
Certificação LEED e os avanços do Brasil
O Brasil ocupa a 9ª posição no ranking global de construções verdes, com 125 projetos certificados pelo sistema LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), enquanto o primeiro lugar é ocupado pela China, seguida por Canadá, Índia, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, México, Hong Kong e Itália.
Mas, qual a relevância desse sistema?
Bem, o sistema LEED é uma das certificações mais reconhecidas do mundo e é promovida pelo U.S. Green Building Council (USGBC), que valida o desempenho ambiental de edificações ao longo de sua concepção, operação e manutenção.
Diferentemente de abordagens mais comuns que pesam em apenas um aspecto, como energia ou água, o LEED adota uma visão integral, em que considera todos os elementos essenciais para criar edifícios mais eficientes e sustentáveis.
Resumidamente, esse processo é composto pela verificação e revisão pelo GBCI, que atribui a pontuação correspondente a um dos níveis de certificação: Certified (40-49 pontos), Silver (50-59 pontos), Gold (60-79 pontos) e Platinum (80+ pontos).
E para conquistar a certificação, alguns pré-requisitos devem ser cumpridos, além de ser necessário obter créditos relacionados a áreas como:
- Eficiência energética;
- Uso racional da água;
- Gestão de resíduos;
- Emissões de carbono;
- Qualidade ambiental interna;
- Saúde e conforto dos ocupantes.
O papel dos dispositivos inteligentes na eficiência energética
Um dos pilares da certificação LEED é a redução do consumo energético, tanto na operação quanto na construção.
Neste ponto, tecnologias como os inversores de frequência entram como aliados indispensáveis, visto que permitem o controle preciso de motores elétricos.
Em outras palavras, ventiladores, bombas e compressores operam de acordo com a real demanda do ambiente, eliminando desperdícios e proporcionando uma operação mais estável e econômica.
Destacamos também o impacto deste dispositivo nos sistemas HVAC (aquecimento, ventilação e ar-condicionado), evitando picos de energia e garantindo climatização sob demanda, que é uma condição crítica para atender aos requisitos de conforto térmico e qualidade do ar interno, ambos critérios avaliados no LEED.
Água e conforto térmico sob controle com válvulas balanceadoras e atuadores digitais
Haja vista a importância do uso eficiente da água e da otimização térmica dos ambientes para obter o certificado LEED, sistemas hidrônicos tem utilizado válvulas de balanceamento em conjunto com atuadores digitais para garantir que a água quente ou fria distribuída proporcionalmente às necessidades de cada zona do edifício.
Desta maneira, os dispositivos controlam de forma dinâmica o fluxo de água em sistemas de climatização, evitam superaquecimento, sub-resfriamento e desequilíbrios hidráulicos.
Neste cenário, ocorre um consumo menor de energia nos chillers e caldeiras presentes em edifícios, maior conforto aos usuários e um avanço significativo nos critérios de eficiência energética e qualidade ambiental interna — dois pilares essenciais do LEED.
Além disso, o controle inteligente de sistemas HVAC reduz significativamente as emissões de carbono operacional, ao limitar o uso de energia a momentos e níveis realmente necessários.
Isso se relaciona diretamente às exigências da versão 5 da certificação LEED, que diz respeito ao foco na redução de emissões de GEE (gases de efeito estufa) e no uso de energia renovável.
O que podemos concluir quanto ao caminho para edifícios mais verdes e eficientes?
Podemos concluir ao ler este texto que a tecnologia não é um acessório no processo de certificação. No entanto, ela é parte essencial para alcançar os objetivos e acumular créditos para obter a certificação.
Os Inversores de frequência, válvulas de balanceamento e atuadores digitais são exemplos claros de como a automação e o controle inteligente dos recursos podem viabilizar edifícios mais eficientes, econômicos e sustentáveis.
São diversos os resultados obtidos através do uso de tecnologias promissoras como essas e que cumprem os requisitos propostos pelo sistema. Isso você pode checar no nosso blog.
No final de contas, podemos concluir que as tecnologias implementadas significam mais do que requisitos cumpridos: demonstra o compromisso com uma operação otimizada, com menor impacto ambiental e com o bem-estar das pessoas.
E você, deseja racionalizar os recursos do seu edifício e consequentemente contribuir para a redução das emissões de carbono?
Se a sua resposta é “sim”, confira o nosso portfólio de produtos, que inclusive oferece os dispositivos mencionados neste texto e muito mais.


