O condicionamento de ar parou de ser artifício de luxo em que empresas, estabelecimentos e residências chiques costumam prover.
Atualmente, manter o local na temperatura e umidade corretas, além de uma introdução de ar externo na quantidade e velocidade certas, é essencial para assegurar a higienização do ambiente.
No entanto, ainda é um desafio projetar um sistema que cumpra com todos os requisitos de temperatura.
A manutenção dessa variável em edifícios que exigem carga térmica positiva e negativa ao longo do ano, simultaneamente em diferentes zonas, em especial, é um caso ainda mais crítico.
Neste contexto, torna-se extremamente importante conhecer os diferentes tipos de sistema de condicionamento e as escolhas preliminares.
Por isso, preparamos uma série de textos que vão te levar a um conhecimento relativamente aprofundado em relação a sistemas de condicionamento.
Acompanhe-nos neste e nos próximos textos e fique por dentro do assunto.
Considerações iniciais
O cálculo da vazão correta de ar normalmente é suficiente para atender às preocupações quanto ao controle da pureza e movimento de ar em um ambiente.
É claro, isso não pode ser realizado sem um projeto eficiente de distribuição de ar em conjunto com um sistema de filtragem.
No entanto, essa fala trata este assunto como algo “raso”, sem deixar claro de que se trata de apenas a ponta iceberg.
A escolha de um sistema de condicionamento de ar exige análise de diversos fatore, tais como:
- Zonas de condicionamento;
- O tipo e os pontos em que vão estar dispostos os equipamentos condicionadores;
A partir daqui, outras considerações relacionadas surgem.
Termostato
O termostato, por exemplo, se destaca como um dispositivo primordial para o projeto, já que ele mede a temperatura e envia um sinal de correção caso a própria temperatura esteja fora da faixa de precisão.
Quando necessário for controlar a umidade do ambiente, até mesmo um umidostato é escalado para exercer a sua função no ambiente, sendo um exercício análogo ao termostato, porém voltado para a umidade.
Distribuição de carga
A carga será uniformemente distribuída mesmo naqueles ambientes grandes que estão sujeitos a cargas térmicas externas pequenas. Por exemplo, é o que ocorre em teatros, auditórios, lojas de departamentos, entre outros.
Em grandes edifícios, a carga é uniforme desde que os equipamentos de fonte de calor, como computadores, também estejam uniformemente distribuídos.
Mas, neste caso, é importante deixar o termostato em um ponto do local que não sofra perturbações, para que ele represente a temperatura média do espaço do ambiente.
Zonas térmicas
As zonas térmicas podem ser de dois tipos básicos, tais como:
Zona interna
Possui carga térmica positiva e uniforme ao longo do tempo (ao longo do ano, por exemplo). Normalmente, essas zonas são condicionadas por instalação independente e de duto único, ou com reaquecimento ou com vazão de ar variável.
Zonas perimetrais
Aqui as especificações são mais rígidas. Inclui umidade, temperatura, limpeza do ar e distribuição de ar, mas em zonas separadas dentro de grandes ambientes, como edifícios.
Neste caso, o sistema de condicionamento é próprio, já que o controle deve ser preciso. Vemos isso em indústrias de eletrônicos, salas de cirurgia, salas “limpas” industriais, entre outros.
Mas veja que estamos falando de algo especial, porque quando se trata de fábricas, shopping centers e grandes prédios de escritórios que requerem múltiplas zonas, a instalação de vários sistemas centrais de condicionamento é a melhor opção.
Já universidades e bases militares têm suas necessidades supridas com chillers em estações centrais para resfriamento e/ou caldeiras para água quente ou vapor.
Em suma, estações centrais são eficientes, permitem diversidades em condições de ar suprido, tem custos de manutenção e de mão-de-obra reduzidos se comparados ao sistema central de condicionamento de cada prédio, entre outros.
Resumo desta série
Em suma, a escolha de um sistema de condicionamento envolve conhecimentos técnicos que, neste instante, ainda são considerados básicos.
Salientamos que a necessidade de considerar um custo inicial, operacional e instalação são os requisitos primários para a escolha de um sistema de condicionamento.
Neste caso, o custo de deslocamento da energia tende a suplantar o custo de operações de resfriadores e caldeiras quando distâncias de transporte de energia (para aquecimento ou resfriamento) são muito longas.
Então, se o seu sistema é pequeno, fique tranquilo pois você encontra no cenário de economia de projeto.
Mas, se pudéssemos trazer todos os fatores importantes a serem considerados na fase inicial de um sistema de condicionamento, se destacariam:
- Necessidades do usuário;
- Definição de zonas de área climatizada;
- Vazões requeridas nas diferentes zonas;
- Tipo geral do sistema (como vai ser o resfriamento do condensador, como vai ocorrer o aquecimento);
- Qual o tipo de combustível será utilizado na caldeira, por exemplo.
E aí, pronto para o próximo artigo desta série? Se sim, não deixe de acompanhar o nosso blog.


