Alcançar o desempenho contínuo faz parte do sonho de quaisquer indústrias, principalmente daquelas que estão mais distantes dessa meta — as que não investem em tecnologias que possam alavancá-las. Mas, será que tecnologia disponível é o suficiente para desfrutar dos bons resultados?
Adiantando: a resposta é “não”. Se a indústria não tem uma boa gestão (e proativa) dos seus ativos instalados, de nada adianta a tecnologia.
Por exemplo: plantas que operam com inversores de frequência (drives CA) têm a tecnologia ao seu favor, mas se não houver um acompanhamento constante da condição dos equipamentos, podem ocorrer paradas não programadas devido a falhas.
Então, de que adianta ter um dispositivo que otimiza o consumo de energia e mantém a operação estável, neste cenário? De nada adianta.
Para contextualizar melhor, trouxemos um exemplo real de uma planta de cogeração a biomassa localizada na Escócia, a qual processa resíduos da destilação de uísque e madeira não contaminada para gerar energia térmica e elétrica.
Essa indústria, contendo uma grande quantidade de drives CA em operação, teve seu cenário operacional renovado após avaliações técnicas detalhadas e programas de manutenção que devem servir de exemplo para todas as outras indústrias, inclusive a sua.
Portanto, se você busca bons resultados operacionais para a sua empresa, este texto oferece não só a ideia aplicada, mas também a solução tecnológica para isso.
A importância da continuidade operacional na indústria
O gestor de uma indústria sabe que manter a operação contínua e estável é uma das premissas para garantir produtividade e competitividade.
As paradas não programadas consequentes de falhas repentinas geram não só prejuízos financeiros, como também na eficiência energética e impacto ambiental.
Desta forma, as indústrias recorrem a manutenções mais completas e modernas, como é o caso da manutenção preditiva. Assim, a gestão dos ativos e do ciclo de vida dos equipamentos torna-se algo mais controlado.
No caso da Rothes CoRDe, empresa localizada na Escócia e especializada em cogeração a partir de biomassa, a planta tem influência direta na transformação de resíduos orgânicos em energia elétrica e térmica.
Neste viés, a empresa exige uma infraestrutura robusta e confiável para manter os bons resultados de forma sustentável e consistente.
Para isso, os inversores de frequência e outros equipamentos que compõem a instalação devem funcionar perfeitamente e serem atualizados tecnologicamente, garantindo que a continuidade operacional seja preservada, além dos riscos de falhas serem reduzidos.
Substituição programada e ganhos operacionais
É comum que os drives CA sejam substituídos após bastante tempo de uso, mesmo aqueles que são robustos, pois ainda assim apresentam desgastes, perdas de eficiência ou limitações para acompanhar as atualizações tecnológicas.
Assim, esse retrofit é uma das práticas mais eficazes para manter o desempenho dos sistemas industriais, implicando em ganhos imediatos, tanto na eficiência energética, quanto na menor geração de calor e integração mais fluida com os sistemas modernos de automação.
No caso da Rothes CoRDe, a decisão de realizar o retrofit durante um período de recesso operacional, característico de menor tempo de atividade, mostrou-se estratégica.
O papel do inversor de frequência na cogeração a biomassa
Como você pode imaginar, o controle de cargas críticas em plantas de cogeração é algo previsível. Afinal, são ventiladores, bombas de condensado, transportadores de biomassa, entre outros equipamentos de grande responsabilidade que dependem da confiabilidade de inversores.
Neste contexto, o modelo escolhido deveria fazer jus às premissas desta aplicação, e assim foi escolhido o modelo Danfoss VLT® AutomationDrive FC 302, que é um drive de alto desempenho projetado para aplicações industriais exigentes.
Com esse inversor, foi simples garantir a variação contínua da velocidade dos motores de indução trifásicos, uma vez que o consumo de energia deveria ser adaptado à demanda do processo.
Nos sistemas de ventilação, por exemplo, essa capacidade permitiu que o motor operasse em regime parcial sem desperdício de energia, diferente de uma operação em velocidade fixa.
Além disso, o FC 302 possui filtros RFI integrados, capacidade de controle de motores IM (induction motors) e PM (permanent magnet motors), além de comunicação industrial via protocolos como Modbus, Profibus e Ethernet/IP.
Através dessa flexibilidade, a integração com os sistemas de controle da planta são facilitados, permitindo uma operação sincronizada e inteligente.
Robustez e confiabilidade em ambientes severos
Haja vista um dos maiores desafios em ambientes como a cogeração a biomassa ser a exposição à poeira, umidade e variações térmicas, o inversor FC 302 se destacou por sua robustez física, podendo ser fornecido com grau de proteção IP55, o que garante resistência a partículas e jatos d’água.
Não para por aí: o inversor conta com um cooler de resfriamento eficiente e monitoramento térmico interno que evita superaquecimento, mesmo quando instalado próximo a fornalhas ou caldeiras. Ou seja, a escolha foi perfeita para o ambiente e as suas condições.
Eficiência energética como resultado prático
O inversor VLT® FC 302 não só proporciona controle dinâmico dos motores, mas também contribui diretamente para a eficiência energética da planta.
Além disso, suas funções de controle vetorial avançado e parada de motor em coasting (rotação livre) reduzem o consumo elétrico nas partidas, paradas e variações de carga.
No caso da Rothes CoRDe, isso é um diferencial e tanto, já que a eficiência da planta impacta diretamente os custos operacionais e a competitividade do modelo de geração de energia a partir de resíduos.
Manutenção orientada por desempenho
Para que as operações industriais continuem constantes, a Rothes CoRDe mantém um plano de manutenção baseado em desempenho real do equipamento.
Então, a análise de histórico de falhas, monitoramento de alarmes do inversor e registros de temperatura, tempo de operação e frequência de sobrecargas são ações imprescindíveis para que a empresa possa cumprir suas metas de consumo e produtividade.
Por fim, nada mais justo do que destacar a importância de escolher um dispositivo que seja coerente à aplicação. Neste caso, a escolha do VLT® FC 302 se mostrou vantajosa por diversos motivos.
A sua interface amigável, além de tudo, permite diagnósticos rápidos, e quando somada a sua durabilidade comprovada, com expectativa de vida útil superior a 10 anos em condições normais de uso, parece ainda mais vantajoso.
Portanto, utilize a decisão da Rothes CoRDe como exemplo. Acesse o nosso site e opte por um inversor de frequência que possa te oferecer tanto quanto a sua empresa necessita.


