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Drives ou CLPs? Entenda por que ambos continuam necessários

Com a evolução significativa da automação industrial, os inversores de frequência assumiram outra posição além de controlador de velocidade de motores.

Hoje, esses dispositivos possuem recursos avançados, como controladores PID, funções lógicas, protocolos avançados de comunicação, monitoramento em tempo real, diagnósticos de falhas e importantes funções de segurança.

Neste contexto, em que capacidades integradas trazem funções diversas que até mesmo outros dispositivos oferecem, surge uma dúvida: será que ainda faz sentido utilizar CLP (Controlador Lógico Programável)?

Neste artigo, vamos discorrer sobre as funções que os drives podem exercer de forma independente e como fica a situação do CLP neste viés da automação.

A evolução dos drives ampliou seu papel na automação

No cenário presente, muitos inversores assumem rotinas de controle e reduzem necessidades de componentes em determinadas máquinas.

Na prática, diversas aplicações industriais sequer exigem CLPs, sendo o inversor de frequência o agente principal neste contexto.

Um sistema de bombeamento que mantém a pressão constante, um ventilador que ajusta automaticamente a rotação conforme a temperatura ambiente ou uma esteira que exerce um torque conforme o acionamento de sensores. Tudo isso é aplicável somente com inversores de frequência.

Consequentemente, os paineis elétricos ganham com simplificação de cabeamento, bem como o tempo de programação passa a reduzir o tempo de implementação de tecnologia e custo de investimento.

Além disso, não podemos deixar de mencionar a manutenção mais simples e a lógica concentrada no próprio inversor de frequência: o dispositivo responsável pelo acionamento do motor.

No entanto, é preciso estar ciente de que os inversores não foram projetados para substituir os CLPs. Esses dois dispositivos ainda possuem características próprias e desempenham papéis específicos dentro da arquitetura da automação.

Os inversores podem ser utilizados, até então, para atender a aplicações com baixo nível de complexidade se comparado a CLPs.

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Quando o CLP continua sendo indispensável

Quando o sistema é maior, mais complexo, exige mais equipamentos e troca informações constantemente entre dispositivos, se comunica com SCADA e outros supervisórios, chega a hora de utilizar um controlador que coordene os diferentes equipamentos e centralize as decisões da automação.

Sim, é neste cenário em que o CLP demonstra sua principal vantagem.

O CLP, diferente de um drive que foi desenvolvido para controlar acionamento específico e executar lógica localizada, foi projetado para gerenciar todas operações de uma máquina e até mesmo de uma linha de produção completa.

Ou seja, o controlador lógico programável controla, simultaneamente, diversos motores, válvulas, sensores, cilindros pneumáticos, instrumentos de medição e outros dispositivos distribuídos pela planta.

Para entender a sua grandeza e importância, veja uma aplicação simples que o distingue dos drives de frequência:

  • Em um estacionamento com apenas uma cancela, o drive pode sim controlar a abertura e fechamento utilizado um sensor de presença e temporizador.
  • No entanto, podemos ter um cenário em que há um estacionamento com várias outras cancelas em diferentes acessos, sistemas de identificação de veículos, sinalização luminosa, alarmes e sendo necessário liberar todas as cancelas em situações de emergência.
  • Neste caso, o CLP ganha como melhor opção para tanta flexibilidade, organização e segurança operacional.

O CLP facilita a comunicação

A integração entre componentes industriais é um dos fatores que tornam a indústria moderna tão eficiente.

Os CLPs, neste contexto, facilitam a comunicação entre IHMs, sistemas SCADA, bancos de dados, plataformas MES e ERPs, além de permitir a coleta, o tratamento e o armazenamento de informações do processo.

A centralização de dados, além de ser algo essencial para o monitoramento de indicadores de desempenho, gera informações que alimentam a estrutura de manutenções preditivas e também apoiam iniciativas relacionadas à Indústria 4.0.

Conclusão

Em suma, os inversores de frequência inteligentes drives reduzem, em muitos casos, a necessidade de um CLP, principalmente quando se trata de aplicações pontuais.

No entanto, os inversores de frequência ainda não conseguem gerenciar, coordenar e integrar tantos equipamentos em um sistema, no nível exigido pelos processos industriais mais complexos.

Nessas situações, os dois equipamentos deixam de competir e passam a desempenhar funções complementares dentro da arquitetura de automação.

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FAQ – Drives e CLPs

1. Qual é a principal diferença entre um drive e um CLP?

O drive é voltado principalmente ao controle de motores e acionamentos, enquanto o CLP gerencia lógicas mais complexas e coordena diferentes dispositivos de uma máquina ou linha de produção.

2. Um inversor de frequência pode substituir um CLP?

Em aplicações simples e pontuais, algumas funções podem ser executadas diretamente pelo inversor. Porém, sistemas complexos normalmente exigem um CLP para centralizar e coordenar a automação.

3. Quando o CLP é indispensável na automação industrial?

O CLP é necessário quando há vários motores, sensores, válvulas e outros dispositivos que precisam operar de forma integrada e trocar informações constantemente.

4. Drives e CLPs podem trabalhar juntos?

Sim. Em arquiteturas de automação mais complexas, o CLP coordena o processo enquanto os drives realizam o controle específico dos motores e acionamentos.

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