KPIs que todo gestor industrial deveria acompanhar em 2026

KPIs que todo gestor industrial deveria acompanhar em 2026

No decorrer dos últimos anos, as indústrias intensificaram seus investimentos em tecnologia, a fim de não ficarem para trás e adquirirem uma porcentagem maior do market share (fatia de mercado).

No entanto, ao mesmo tempo que a tecnologia provê benefícios a quem utiliza, ela gera desafios que nos leva a pensar “estou utilizando-a de forma eficiente?”

Por exemplo: com o avanço da Indústria 4.0, da automação industrial e dos sistemas de monitoramento em tempo real, a coleta de informações à respeito de equipamentos e processos nunca foi tão fácil.

E com a grande competitividade de mercado, é primordial que gestores tomem decisões rápidas e fundamentadas em dados (Data Driven) e de forma confiável.

Acontece que, sem os Key Performance Indicators (KPIs), ou Indicadores-Chave de Desempenho, é muito difícil de fazê-lo!

Os KPIs tornaram-se ferramentas indispensáveis para monitorar processos, identificar gargalos e direcionar ações de melhoria contínua.

Por isso, não podemos deixar que você, gestor industrial, perca neste ano de 2026 parte do market share por falta de indicadores eficientes.

Veja, neste texto, KPIs que todo gestor industrial deveria acompanhar em 2026.

  1. OEE (Overall Equipment Effectiveness): o principal indicador de desempenho industrial

O OEE (Overall Equipment Effectiveness), ou Eficiência Global dos Equipamentos, reúne em um único indicador, informações importantíssimas a respeito de disponibilidade, produtividade e qualidade.

Antes, o OEE, era um indicador de manutenção, mas passou a ser uma ferramenta estratégica para a gestão industrial, já que permite analisar gargalos produtivos, priorizar investimentos e justificar projetos de retrofit para modernização.

Portanto, se você deseja identificar perdas ocultas na produção e quer saber se os seus equipamentos estão operando em seu potencial máximo, aqui está o indicador que vai lhe responder a seguinte pergunta: “Quanto da capacidade produtiva disponível está sendo efetivamente aproveitada?”

  1. Consumo específico de energia

Sim, a indústria moderna tem utilizado o consumo de energia de forma estratégica para avaliar se a empresa está dentro das metas de sustentabilidade!

Mas, por que o  nome “específico”?

Bem, este termo tem tudo a ver com a função deste indicador, já que se trata de uma métrica que mede a quantidade de energia consumida para produzir uma unidade de produto.

Se você busca, então, um KPI relacionado à avaliação da eficiência energética dos processos, você acabou de encontrá-lo!

Ele se distingue do consumo total de energia, que pode aumentar ou diminuir conforme o volume de produção. O consumo específico de energia, por relevar se a planta está utilizando a energia de forma eficiente, auxilia diretamente na identificação de desperdícios que passam despercebidos em análises convencionais.

Tecnologias como inversores de frequência, sistemas de gerenciamento de energia e monitoramento em tempo real contribuem diretamente para a melhoria desse indicador.

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  1. MTBF e MTTR: para manutenção

Como foi dito, a competitividade de mercado está avassaladora! Com isso, é preciso manter os ativos com a maior disponibilidade possível, sem que sofram às paradas não programadas que possam ocorrer, fruto de falhas em geral.

Como é de conhecimento comum, a confiabilidade dos ativos industriais influencia diretamente na produtividade, os custos e a disponibilidade da operação.

O MTBF (Mean Time Between Failures), neste contexto, representa o tempo médio entre falhas de um equipamento. Isso quer dizer que:

  • Quanto maior o MTBF, maior a confiabilidade do ativo e menor a sua frequência de paradas não programadas;

Já o MTTR (Mean Time To Repair), que mede o tempo médio necessário para reparar um equipamento após uma falha, apresenta que:

  • Quanto menor o seu valor, mais eficientes são os processos de manutenção e menor impacto sobre a produção.
  1. First Pass Yield (FPY)

O famoso FPY, indicador que mede a porcentagem de produtos que são aprovados logo na primeira passagem pelo processo produtivo, sem necessidade de retrabalho ou correções, deve estar obrigatoriamente entre os indicadores mais observados e analisados.

A redução do FPY diz respeito à redução da eficiência operacional e ao aumento de desperdício de recursos. Caso isso ocorra de forma abrupta, chame aquele seu colaborador expert em processos e investigue!

Houve aumento da velocidade da máquina para maior produtividade e daí vieram as falhas? A falta de zelo ou pressa reduziu a qualidade do produto, implicando sua falha? A mudança do tempo para chuvoso provocou maior umidade no processo?

Levante as possibilidades e identifique as causas para nutrir seu FMEA!

  1. Cumprimento do plano de produção

O plano de produção, também conhecido como Production Attainment, compara a produção efetivamente realizada com a produção planejada.

Conclusivamente, caso você não esteja aderente à produção planejada, independente do motivo (falhas, gargalos, limitações operacionais, etc.), você corre o risco de não cumprir o prazo de entrega dos produtos, e com isso vem sérios problemas.

Portanto, fique de olho no plano de produção!

  1. Produtividade por equipamento ou linha de produção

Um bom gestor, provavelmente foi também um bom supervisor. E você, com conhecimentos a respeito de produtividade, sabe que este indicador não pode ficar de fora.

Esse KPI mede a quantidade produzida por máquina, célula ou linha produtiva.

Este indicador, portanto, carrega uma utilidade de imensidão significativa, já que ajuda a identificar gargalos, desequilíbrios produtivos e ativos subutilizados.

Conclusão

2026 pode ser o ano da mudança, da virada de chave do cenário industrial em que você colabora.

Para isso, faça com que a competitividade industrial dependa de dados bem utilizados, como em forma de KPIs, para tomar decisões estratégicas e realizar uma gestão de excelência.

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FAQ – KPIs industriais

1. O que são KPIs industriais?

KPIs industriais são indicadores utilizados para medir o desempenho de equipamentos, processos e linhas de produção, apoiando decisões baseadas em dados.

2. Qual é a função do OEE na indústria?

O OEE mede a eficiência global dos equipamentos considerando disponibilidade, desempenho e qualidade, ajudando a identificar perdas produtivas.

3. Qual é a diferença entre MTBF e MTTR?

O MTBF mede o tempo médio entre falhas de um equipamento, enquanto o MTTR indica o tempo médio necessário para realizar um reparo.

4. Como a automação industrial pode melhorar os KPIs?

A automação permite monitorar processos em tempo real, reduzir desperdícios, identificar falhas e melhorar a eficiência operacional com dados mais precisos.

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